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As diferentes formas de vestuário surgiram a partir das necessidades físicas humanas e foram evoluindo ao longo da história, desde aspeles de animais utilizadas no período Neolítico até os dias atuais, passando a retratar o desenvolvimento econômico, cultural e político da sociedade.

Egito Antigo

No Egito Antigo, as vestimentas eram basicamente feitas de linho. Espinhos utilizados para fixar as roupas podem ter dado origem aos alfinetes. Eram comuns peças como o Chanti, tanga enrolada ao corpo, e o Kalasaris, túnica longa. A riqueza dos tecidos e ornamentos era o que distinguia os monarcas.

O clima quente propiciava surtos de piolhos e por isso raspavam os cabelos, alguns utilizavam perucas ornamentadas produzidas com cabelo natural e folhas de vegetais. Os sacerdotes comumente usavam roupas com figuras de animais considerados divinos ou peles de leopardos sobre o ombro direito.

Nesta época, surgiram as primeiras sandálias. Eram calçados rasteiros feitos de couro, palmeira ou papiro. As sandálias tinham uma função social. Faraós e súditos as removiam na entrada do santuário, costume depois adotado pelos muçulmanos. As sandálias eram levadas nas mãos e só eram calçadas quando se chegava ao destino final. Os faraós tinham inclusive serventes carregadores de sandálias. Havia uma relação entre o sapato e o sagrado. Após a morte as sandálias eram embrulhadas junto com outros itens para a outra vida (conforme acreditavam).

Pérsia e Mesopotâmia

Os povos da região Mesopotâmia (hoje correspondente ao Iraque), assírios e babilônios, utilizavam como traje típico uma túnica, com mangas curtas e justas. A ornamentação das roupas também indicava o status de cada um. Era comum o uso de cintos enfeitados e estola entre os mais nobres. Barba e cabelos também eram símbolos de poder e os reis costumavam usar barbas postiças cuidadosamente tratadas. A domesticação de ovelhas possibilitou o uso da lã na fabricação de tecidos de diversas cores.

Os persas, por serem de regiões montanhosas, usavam trajes mais quentes. Utilizavam lã, linho e seda trazidos da China. Usavam botas de couro flexível com as pontas voltadas para cima. O uso de roupas repartidas, como calças, é considerado sua maior inovação.

Grécia e Creta

Em Creta, o vestuário masculino e feminino possuía diversas diferenças. As mulheres usavam saias em formato de sino, afuniladas na cintura e com diversos babados. Os seios eram associados à fartura e fertilidade, por isso, utilizavam blusas que os deixavam à mostra. Também eram comuns chapéus com animais, cada qual tendo seu significado.  A cobra, por exemplo, era símbolo de poder. As roupas masculinas eram mais simples. Praticamente saiotes com cintos metálicos deixando o resto do corpo a mostra.

Na Grécia Antiga os drapeados ficaram em evidência, assim como as sandálias com tiras de couro. Basicamente vestiam-se com três peças. A principal, o quiton, uma túnica de linho preso nos ombros por broches ou agulhas e amarrado na cintura por um cordão ou cinto. O quiton dos homens era curto para o dia a dia e longo em ocasiões especiais. Já o feminino era sempre longo. O peplo era uma sobreveste de lã usada pelas mulheres, e a clâmide uma capa de lã curta de uso militar.

Os gregos também usavam roupas coloridas. O teatro, considerado sagrado, era o único lugar em que era obrigatório usar branco. Os mais velhos usavam barbas, e os mais jovens mantinham o rosto limpo. As mulheres geralmente usavam cabelos cacheados, adornados por coroas ou diademas. Diferentes formas de amarrar os cintos e drapear os tecidos deram origem a um número considerável de estilos. O corpo era coberto sem ser apertado.

Roma
O vestuário romano recebeu influências gregas. Os romanos usavam uma túnica e, por cima dela, a principal vestimenta, uma volumosa toga, que revelava o status social do portador. Os trabalhadores e até mesmo os soldados do exército, muitas vezes usavam somente a túnica. Também tinha destaque uma toga que era coberta por giz branco para que ficasse brilhante, bastante utilizada durante discursos.
A toga com borda na cor púrpura era usada por alguns magistrados e pelo imperador em ocasiões especiais. O drapeamento da toga imperial era prescrito, havia regras com relação à indumentária e punições eram impostas a quem não as cumprisse. As túnicas femininas eram feitas de lã, linho, algodão, e seda para as mais ricas. Uma estola com mangas, às vezes era utilizada. Em público as mulheres cobriam a cabeça com véus, mas com o tempo os penteados passaram a ser cada vez mais utilizados.
Cabelos louros estavam na moda, para isso utilizavam perucas ou descolorantes, além de ferros para encrespar os cabelos. Calças só eram admitidas para o uso do exército. Os capacetes indicavam diferentes categorias. O dos oficiais era de metal com cristas coloridas e o dos legionários era feito de couro. As sandálias eram os calçados típicos, mas botas fechadas eram usadas com o mal tempo e o povo usava tamancos e meiões de

Pesquisa Retrocognitiva

O hábito da cultura pesquisística sobre indumentárias pode muitas vezes servir como revisitação cognitiva, potencializando a memória e auxiliando na rememoração de registros da holobiografia pessoal, além de aumentar a cosmovisão sobre o tema. A lembrança de singularidades na indumentária pode auxiliar a identificação de personalidades de vidas anteriores.

Cabe a você, leitor, agir como agente retrocognitor. Uma dica para iniciar suas pesquisas é verificar culturas que lhe sejam simpáticas e analisar seus hábitos pessoais com um olhar seriexológico. Você possui tendências inatas no modo de se vestir? Que trajes prefere e de que forma os combina? Possuímos comportamentos arraigados que podem servir de gatilhos retrocognitivos.  Esteja atento as sincronicidades que ocorrem no dia a dia indicando os caminhos de sua pesquisa.

Por: Michele Haverroth.

Fontes:

Nery, Marie Louise. A evolução da indumentária – subsídios para criação de figurino. SENAC, 2003.

Carvalho, Ursula. Apostila de História da indumentária. CEFET/SC, 2009. Disponível em: https://wiki.ifsc.edu.br/mediawiki/images/e/e2/Hist%C3%B3ria_da_Indument%C3%A1ria_vers%C3%A3o_02.pdf

Vieira, Waldo. Enciclopédia da Conscienciologia. Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); & Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2015.

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